sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Uma pequena história...

Finalmente consegui um tempo para escrever aqui... Campeonato decidido, Button campeão.



Um campeão medíocre, como disse Fábio Seixas. Sempre tive esta opinião sobre o piloto inglês.



Aos que provavelmente comentarão aqui discordando e dizendo que isto se aplica a Barrichello - como o meu amigo blogueiro Ron Groo, que "ama" o brasileiro - deixo minha opinião: Rubens é melhor que Jenson, ponto.



Rubens não é um "Ayrton Senna", mas, na minha opinião, é um bom piloto (sobre Rubens, leiam este excelente texto de Flavio Gomes). Um piloto que mudou sua postura nesta temporada, com uma atitude mais realista e sem falar "pelos cotovelos". E, com 37 anos, está guiando muito bem. Diria também que Rubens tem mais a oferecer do que grande parte do grid atual.



Reconheço que Button fez uma excelente corrida em Interlagos. Uma "corrida de campeão". Os medíocres também têm seus dias de inspiração.






Bom, sem enrolar, vamos à história que quero dividir com vocês:





Voltemos mais ou menos à metade do ano de 2007. Foi quando aconteceu a segunda edição de "O Grande Estagiário", um programa seletivo para a escolha de novos membros para o site Grande Prêmio.



Teoricamente, apenas estudantes de jornalismo ou recém-formados deveriam participar deste processo. Foi então que eu, estudante de Letras na época, enviei um e-mail para Flavio Gomes perguntando se eu poderia participar.



Após receber uma resposta positiva, lá fui eu escrever o texto solicitado para a primeira fase do processo. O texto deveria conter o título "O Automobilismo não é tudo".



Apesar de ter gostado muito do que escrevi - até hoje, acredito ser aquele um dos meus melhores textos; tentarei encontrá-lo para postar aqui - enviei o texto sem muitas esperanças de conseguir algo.



Eis então que, para minha surpresa, meu nome estava na lista de aprovados para a segunda fase.



Esta fase foi realizada na sede do Grande Prêmio, na Avenida Paulista, em São Paulo. Ao chegar lá, conheci Victor Martins, editor-chefe do site. A sede era simples, sem muitas frescuras - bem ao estilo de Flavio Gomes (quem lê seu blog sabe do que estou falando).



O que me encantou mesmo foi o fato daquela sala "respirar" automobilismo. Pôsters, fotos e reportagens - tudo relacionado ao tema - penduradas na parede. Algumas prateleiras (ou displays, não consigo encontrar a palavra certa) recheadas de miniaturas de F1. Era como o quarto que gostaria de ter.



Neste dia fiz uma prova, que era formada por algumas questões sobre automobilismo. Segundo Victor, algumas questões eram eliminatórias. Bom, acho que acertei estas e outras, pois fui convocado para a terceira fase do processo.



Àquela "altura do campeonato", eu estava feliz - era algo que eu queria muito - e surpreso, pois não me imaginava chegando tão longe naquele processo.



Terceira fase, de volta à sede do Grande Prêmio. Pouco antes de começar, um breve papo com Martins. Não posso dizer que o conheço, mas ele parece ser legal, honesto e com senso de humor.



Neste dia, Flavio Gomes esteve lá. Teve tempo apenas de dizer "olá" para os presentes. E desandou a trabalhar. Entre outras coisas (não fiquei prestando atenção, estava fazendo uma prova) entrou em contato com um piloto da Stock Car (não lembro quem) para fazer algumas perguntas. Gomes pode usar a frase de Muricy Ramalho: "Aqui é trabalho".



Bom, a prova... eram diversas situações... tinha um texto, em espanhol, falando sobre a Mutua Madrileña. Os outros, em português: em um, o candidato tinha que saber que Jacques Villeneuve era o piloto cotado para correr pela Peugeot nas Mil Milhas e, se não me engano, relacionar isso ao fato da montadora francesa entrar na Stock Car no ano seguinte; em outro, deveríamos montar um matéria, baseados em um release enviado pela assessoria de um piloto...



Tinha mais um texto ou outro... Enfim, situações que fazem parte do cotidiano de um jornalista. Fui eliminado nesta fase. Quatro foram para a quarta e última fase: a entrevista.



Os vencedores de "O Grande Estagiário 2" foram: Marcus Lellis e Francisco Luz. Ambos fazem parte da equipe do Grande Prêmio até hoje.



Fiquei triste por não ter conseguido. Na verdade, bastante frustrado. Mas superei, a vida é assim mesmo. Depois de descobrir que fui eliminado enviei um e-mail para Martins, pedindo para que me explicasse onde errei, para não errar novamente. Ele respondeu... Ele foi atencioso, pois escreveu um e-mail grande...



O que posso dizer, basicamente, é que não tenho as "manhas" do jornalismo.



Apesar de tudo, fiquei em sexto no geral. O que me permitiu tirar uma conclusão:



- Eu deveria ter me contentado com o resultado, pois fiquei na frente de alguns estudantes de Jornalismo, mesmo sendo aluno de Letras. Se tivesse ficado duas posições à frente, teria ido para a entrevista. Para quem entrou neste processo achando que não iria nem para a segunda fase...



Porque dividi esta história com vocês? Sei lá, alguma parte de mim acredita que esta é uma história interessante.



E porque depois de ter conhecido de perto um pouco do trabalho deles... sem desmerecer os outros sites especializados em automobilismo, mas o Grande Prêmio é o melhor site de automobilismo do Brasil. Fazer parte daquela equipe deve ser muito gratificante. Além disso, você poderá contar sempre com o humor de Victor Martins:



Victor: - Você é são-paulino, Gabriel?



Gabriel: - Sim, porquê?



Victor: - Você tem cara de são-paulino.



Gabriel: - O que você quis dizer com isto?



Victor: - Nada não... (fala acompanhada por um sorriso "maligno"...)





Nota: trecho do diálogo entre Victor Martins e este blogueiro, no dia em que aconteceu a terceira fase de "O Grande Estágiário 2".





Isso porque era uma "pequena história", como o título do post sugere...

5 comentários:

Ron Groo disse...

Campeão tem diferença um do outro?
Ou será que todo campeão tem a mesma medida?

Jenson é tão campeão quando Jaqques Villeneuve,Damon Hill ou Kimi Raikkonen.

-Ah mas estes dois são mediocres!
Errado.

Estes dois são medianos.
Mediocre, apesar de ter a mesma definição de mediano soa pejorativo.
E a gente vai pejorar campeão?
Vamos...

É estranho... Amamos Peterson, Gilles, Ickx e até Regazonni, que nunca ganharam nada.
Mas sacaneamos Keke Rosberg, James Hunt, Alan Jones...
Sinceramente não consigo entender isto.

E quanto a Jenson ser ou não melhor que o Barricas, bem... A história apontará isto em suas futuras listas. E por méritos aparecerá o inglês.
Já por demeritos...

Gabriel Souza disse...

Sabia que você apareceria, Groo!

Temos opiniões diferentes mesmo... E isso que é legal.

Estatísticas são estatísticas... O fato de um piloto ser campeão não vai fazer com que ele seja melhor ou não...

Schumacher tem 7 títulos... mas para mim Senna foi melhor do que ele.

Se Rubens fosse campeão você, que não morre de amores por ele, deixaria de chamá-lo de 1B? Acho que não.

Nunca vi graça em Button e não será agora que verei.

Quanto a história... Escolherei ficar com o que eu vi. E o que vi foi Barrichello melhor do que Button.

Ron Groo disse...

Nunca imaginei sequer mudar sua opinião, que no que tange a Jenson é mesma.
É um piloto comum, mediano. Nunca imaginei vendo-o ser campeão mas...

Agora o Rubinho ta na mesma.. Ele é um produto mal acabado da midia global como disse o Flavio Gomes, mas a culpa é toda dele, que entrou no oba oba como se fosse um ser ingênuo sem nenhuma inteligencia.

Veja quando o Massa dá uma entrevista pra vênus platinada, a diferença. Ele sai pela tangente até quando perguntam se ele vai ganhar a corrida...

Já o boquirroto acreditou e levou a sério a propaganda global que o colocou como subistituto de Senna no coração dos Brasileiros, que em parte engoliram esta também.
No fundo ele merece tudo que passa, e olha... A postura dele mudou só aqui pro reporteres brasileiros... após a vitória em Valência ele disse a Autosport que venceria as seis seguintes, como se Schumacher fosse, e não Rubinho correndo de Brawn já não tão forte assim...

Felipe Maciel disse...

Legal a história, Gabriel.
Vai tentar outra vez quando pintar a chance? Já tem uma experiência, então as chances só tendem a aumentar.

Só leva uma resposta pronta caso tenha que ouvir outra piada de são paulino hien hehe

Gabriel Souza disse...

Felipe, foi uma ótima experiência mas não sei se tentaria novamente.

Acredito que a vida de jornalista não coincida com o meu atual projeto de vida.

Quanto às brincadeiras e piadas sobre ser são-paulino, não há muito o que fazer né...

É tudo culpa do Vampeta, que inventou esta besteira, só que quem posou nu para uma revista gay??? Depois os são-paulinos que são gays...

Abraço!