Peço desculpas àqueles que visitam este espaço por não atualizá-lo como deveria. Ainda não me adaptei ao novo estilo de vida - chique isso - de trabalho e faculdade. Posto isto, vamos à coluna:
Reflexão de meia-temporada
9 de 19 corridas já se foram. Vettel caminha a passos largos para o bicampeonato - ou alguém duvida disso?
O que quero deixar para vocês pensarem é o seguinte: as corridas ficaram mais movimentadas, é fato. Mas a que custo? Minha opinião: banalizaram as ultrapassagens, o momento sublime de uma corrida.
Aí alguém pode dizer: "você prefere as corridas dos anos anteriores, nas quais ninguém passava ninguém?"
Eu respondo: não. Mas não se pode estragar o momento máximo de uma corrida. Ou não é legal ver o cara estudando o melhor momento, tentando em uma, duas voltas e executando a manobra na volta seguinte? Não gosto dos extremos.
Vou comparar isso a outra situação: você está interessado em uma garota. Ela pode ter três atitudes, que são:
1) ( ) vai para a cama com você logo no primeiro encontro;
2) ( ) se faz de difícil no início, mas o que ela realmente quer é exigir um pouco mais de você e conhecê-lo melhor para ver se vale a pena;
3) ( ) quer sair com você, mas faz o famoso "ânus caramelado" eternamente, orgulhosa que é.
Dá para comparar com a questão das ultrapassagens na F1? Qual das opções você prefere? Eu escolho a opção 2. Como disse Adrian Newey, na pré-temporada: "Devemos tornar ultrapassagens possíveis mas não fáceis!"
KERS, asas móveis e pneus de borracha escolar não resolvem a situação. A F1 está perdendo cada vez mais a sua essência. É muita frescura para uma competição só. Não pode isso, não pode aquilo... Talvez esteja ótimo para muitos, as corridas estão emocionantes e tal.
Para mim não está bom. Sou muito, mas muito chato. O que posso fazer?

Para mim não está bom. Sou muito, mas muito chato. O que posso fazer?

