Vejam o vídeo abaixo. É simplesmente sensacional. Esses caras da Red Bull sabem como fazer uma ação promocional.
Só que fiquei pensando... Esse monte de terra e pedras em Austin será um circuito no dia 18 de novembro de 2012, data do GP dos EUA? Se fosse aqui, cravaria que não ficaria pronto.
Voltando ao vídeo, tem uma citação a Stevie Ray Vaughan, músico que começou a carreira na cidade. Aos 2min40 a estátua erguida na cidade em homenagem a ele aparece.
Não sabe quem foi Stevie Ray Vaughan? Você pode começar com o vídeo abaixo, no qual ele toca a instrumental "Lenny". Vale a pena.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Eu e Interlagos
7 de setembro de 2011. Um dia ensolarado - pela manhã, calor; à tarde, nem tanto. Um dia especial.
Não, não falo do "independência ou morte". Falo da realização de um sonho, do meu sonho.
Estava marcado para 16h30. A ansiedade tomava conta de mim desde que cheguei ao local, mais de duas horas e meia antes do horário marcado. Pensava em um monte de bobagens, que não daria certo. Talvez por ter visto de perto um "quase desastre" durante o período em que aguardava a minha vez.
A Gabriela - sempre ela - estava junto comigo. E me ajudava a não perder o controle. Estava linda, como sempre. Ficou ao meu lado enquanto foi possível e pôde ver o momento no qual eu recebi a balaclava (é assim que se escreve? se estiver errado, ajudem-me.) e o capacete. Ela, conhecendo-me tão bem quanto minha mãe, conseguia ver o brilho nos meus olhos e perceber a felicidade que eu sentia.
Ingresso e habilitação conferidos, tudo ok. Fui então para o carro. Creiam, não importa qual era o carro, tanto que não vou mencioná-lo aqui. Conheci o instrutor, o tal Bernardo. Mal sabia ele - e provavelmente nunca saberá - a importância daquele momento.
Configurei o banco como me ensinaram no "briefing", ajustei os retrovisores, coloquei o cinto. Era a hora de partir. Engatei a primeira, atrapalhei-me um pouco com a embreagem - nunca tinha dirigido aquele carro e estava nervoso, considerem isso - mas consegui conduzir o veículo até o final dos boxes, onde parei para aguardar a autorização para "largar".
A autorização enfim foi dada. Saí muito, mas muito devagar - não me perguntem o porquê, nem eu sei. Bernardo começou, então, a me dizer o nome das curvas. Como se fosse necessário... Claro que ele não tinha a obrigação de saber e não o interrompi por educação. No fim das contas, se querem saber, eu mal o escutava. Estava tão encantado e focado que qualquer coisa que ele dissesse não me faria sair daquele "transe".
Comecei a acelerar. Lembram-se de eu ter saído dos boxes devagar? Foi essencial para eu poder apreciar cada milésimo de segundo e cada metro daqueles 4.309 metros durante as 3 voltas. Uma leve saidinha de frente na "Curva do Lago", o carro "grudando" no chão no "mergulho", acelerador "cravado" desde a saída da "Junção"... Nada que eu escrever aqui será suficientemente bom para descrever tudo o que senti naquele dia.
Quando saí do carro, na solitária caminhada até o local em que teria que devolver o capacete, lembrei-me de minha infância e do sonho de ser piloto. Dar aquelas 3 voltas me deu a certeza de que seria muito feliz fazendo aquilo (se pudesse, ficaria andando naquela pista até acabar a gasolina). As lágrimas ameaçaram descer pelo meu rosto. Mas "engoli" o choro, com vergonha. Fui um idiota, em resumo. Arrependo-me por não ter deixado a emoção tomar conta daquele momento.
Depois de tantos anos sonhando - e muitas vezes pensei que ficaria só no sonho -, finalmente aconteceu o encontro tão esperado por mim. Não sei o que você achou, Interlagos. Mas tenho uma coisa a dizer:
"Você é espetacular, exatamente como eu imaginava. Inesquecível."
Obrigado, Interlagos. Nos vemos em breve.
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