Abaixo, publico um artigo que meu amigo Marcus Mayer, gentilmente, escreveu para o meu blog, fazendo os seus palpites para a temporada de Fórmula 1. O texto servirá como registro de uma brincadeira, que relaterei em meu próximo post.
A grande chance de Massa na F1
por Marcus Mayer *
Os poucos dias que antecedem o início da temporada de Fórmula 1 são as mais promissores para a realização de prognósticos. Neste ano as apostas estão mais difíceis por dois motivos: Michael Schumacher está fora e não é certo que Fernando Alonso pilotará a melhor máquina. Além disso, o cockpit das principais escuderias será ocupado por pilotos menos experientes - a média de idade será a menor da história da categoria. O mais velho é David Coulthard que, aos 36 anos, contrasta com os jovens Nico Rosberg (21) e Lewis Hamilton (22, completados em janeiro).
No tocante às escuderias não se aguardam muitas alterações, em comparação com 2006. O domínio permanecerá sob a égide de Ferrari, Renault, McLaren, Honda e BMW. De Toyota e Redbull esperam-se alguns avanços e eventuais melhores resultados. A Williams, que na temporada passada ficou em oitavo lugar entre os construtores e marcou somente 11 pontos, dificilmente experimentará grandes êxitos e deve deixar o chefe da equipe Frank Williams mais próximo da aposentadoria. Super Aguri, Toro Rosso e Spyker, muito provavelmente, não irão além da disputa pelos últimos lugares.
No campeonato de pilotos, o brasileiro Felipe Massa terá a maior chance de sua carreira na Ferrari, neste ano. Diferentemente de quando ocupou a posição de “segundo” da equipe, poderá agora colocar em prática as lições aprendidas com Schumacher e mostrar o seu talento. Além disso, na hipótese provável de melhores resultados que seu novo companheiro de equipe, Kimi Räikkönen, logo nas primeiras corridas da temporada, poderá se tornar o piloto merecedor das melhores atenções por parte da Ferrari. Não se descarta a chance de Räikkönen rapidamente se adaptar ao novo carro e surpreender o brasileiro.
Na McLaren-Mercedes, Fernando Alonso ainda não terá muito trabalho com o jovem companheiro Lewis Hamilton, estreante na categoria. Alonso, certamente, será o maior adversário dos pilotos da Ferrari durante o campeonato. A Honda, com Jenson Button (56 pontos na temporada de 2006), poderá vislumbrar o seu piloto conquistar o lugar mais alto do pódio em algumas oportunidades, caso o conjunto motor-chassis demonstre avanços em relação ao ano passado. De Rubens Barrichello, que conquistou 30 pontos em 2006, não se aguarda muito mais na temporada atual, tomando por base o seu histórico na F1 – somente nove vitórias em 236 GPs. Barrichello completará 35 anos em maio e, certamente, com uma conta bancária milionária, deve estar pensando numa aposentadoria tranqüila.
A Renault aposta em outro estreante na Fórmula 1, o finlandês Heikki Kovalainen, que fará companhia ao italiano Fisichella que, apesar da experiência de 179 corridas na categoria, conquistou apenas três vitórias. Bons resultados podem surgir da BMW-Sauber, que tem dois bons pilotos: Nick Heidfeld e Robert Kubica (pronuncia-se “kúbitssa”, em polonês). Enquanto o primeiro já conta com a experiência de 117 GPs, o segundo demonstrou competência para marcar presença no pódio (disputou somente seis corridas no ano passado e já chegou uma vez em terceiro lugar).
Entre o primeiro e o segundo pelotão, repetindo o desempenho da temporada anterior, estarão os pilotos da Toyota, Red Bull e Williams. Ralf Schumacher e Jarno Truli (Toyota) são bons competidores, mas dificilmente vencerão alguma corrida. Em situação parecida está a Red Bull que conta com o veterano David Coulthard (13 vitórias em 212 GPs) e Mark Webber que, provavelmente, marcarão alguns pontos no ano, mas dificilmente subirão ao pódio. A Williams também conta com dois pilotos que já demonstraram talento e ousadia: Alexander Wurz e Nico Rosberg. Esses terão a oportunidade de apresentar um bom trabalho, aumentando suas cotações para uma transferência vantajosa de equipe para a temporada seguinte.
A Toro Rosso e seu piloto americano Scott Speed restringem-se aos belos nomes. “Speed” significa velocidade, em inglês, mas a sua maior conquista foi um nono lugar, no GP da Austrália, em 2006. E o máximo que Vitantonio Liuzzi, seu companheiro de equipe, conseguiu em 22 corridas foram dois pontos provenientes de dois oitavos lugares. Christijan Albers (Países Baixos) e Adrian Sutil (Alemanha), da Spyker, não farão outra coisa além de completar o grid de largada, ao lado de Takuma Sato e do britânico Anthony Davidson, pilotos da Super Aguri.
APOSTA – Diante de tantas especulações, arrisco apresentar um ranking de classificação, para ser confrontado, no final do ano, com os resultados oficiais da temporada 2007. Campeão: Massa; Vice: Alonso; 3º: Räikkönen; 4º: Kubica; 5º: Button; 6º: Fisichella; 7º: Heidfeld; 8º: Hamilton; 9º Trulli; 10º: Rosberg.
* Marcus Mayer, mais um apaixonado pela F1, é
professor e granduando em Filosofia, pela USP
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