quinta-feira, 31 de março de 2011

Coluna Curva 1

Previsível




Sebastian Vettel venceu o Grande Prêmio da Austrália com facilidade, todos nós já sabíamos que seria assim desde sábado. Previsível, certo? Mas não é sobre isso que quero escrever, o assunto já foi abordado anteriormente. Apenas quero aproveitar o "gancho" para falar sobre outros eventos previsíveis: as benditas das asas móveis, a zona de ultrapassagem e o KERS.

Essa asa traseira móvel é uma grande bobagem. Pode até ser que ela funcione em outras pistas, mas continuará sendo uma grande bobagem. E, em conjunto com a famigerada zona de ultrapassagem, fará a disputa ficar mais artificial do que já é.

Sem falar no Kers... Eu tenho que me controlar ao escrever sobre este dispositivo. Os defensores vão dizer que é ecológico e tal... Quer mais poluição do que pneus que se desgastam mais do que a borracha escolar que uso? E mais: tanto se falou em redução de custos... o KERS é um projeto baratíssimo, não? Insisto: está na cara que isso não vai dar certo.

O único item que saiu do script foi o pneu: o Pirelli não é tão diferente assim do Bridgestone, como se pensava até o início da corrida. A diferença de performance entre os compostos escolhidos para Melbourne também não foi tão grande quanto se imaginava. Assim que o funcionamento dos pneus for totalmente entendido pelas equipes, veremos a mesma quantidade de paradas da temporada passada.

Bom, por enquanto é só. Ando meio "enferrujado" para escrever colunas. Vamos aos destaques:


Destaques positivos:

- Vitaly Petrov: uma grata surpresa. Não cometeu erros, foi constante e rápido. O pódio apenas coroou um excelente final de semana.

- Sergio Pérez: o único a fazer apenas uma parada. Colocou Kobayashi "no bolso". Pelo visto não foi só dinheiro o motivo pelo qual ele foi contratado.

Destaques negativos:

- Felipe Massa: o que foi aquela rodada no Q3? Na corrida, longe, muito longe de seu companheiro de equipe, apesar da boa largada. Não ofereceu resistência quando Alonso tentou a ultrapassagem. A continuar assim...

- Rubens Barrichello: erro bobo e rodada no Q2, perdendo a chance de largar entre os dez primeiros. Começou a corrida bem, até chegar em Rosberg e estragar a prova de ambos.

- Sauber: pô, como vocês fazem isso com o Pérez (principalmente!) e o Kobayashi?




segunda-feira, 28 de março de 2011

Fácil, Fácil



E não teve para ninguém. Sebastian Vettel começou a temporada 2011 como terminou a de 2010: vencendo. E foi uma vitória tranquila: Vettel terminou a prova com pouco mais de 22 segundos de vantagem sobre Lewis Hamilton. O bom desempenho do inglês certamente deixou os homens de Woking aliviados, pois comprovou a eficiência das alterações feitas no bólido.

A grande "surpresa", no entanto, foi a terceira colocação de Vitaly Petrov, da Renault (vou usar a nomenclatura do site oficial da F1). Outra situação que parece uma continuação da última corrida de 2010: Fernando Alonso terminou a prova logo atrás de Petrov. O espanhol fez uma má escolha na largada e perdeu diversas posições, caindo de quinto para nono.

Durante sua recuperação, Alonso chegou em Felipe Massa e Jenson Button, que brigavam pela quinta posição. Depois do "enrosco" entre Button e Massa - que gerou o drive through para o inglês, Alonso ultrapassou o brasileiro com certa facilidade. Pergunto:

Já, Felipe? Era o momento de mostrar o "cartão de visitas" para o espanhol. Se continuar assim não vejo Massa na Ferrari em 2012.

Rubens Barrichello, após um início de prova animador, se envolveu em um acidente com Nico Rosberg e também foi punido com um drive through. A seis voltas do final, longe da zona de pontuação, Barrichello abandonou com problemas no câmbio. Rubens disse que não tinha a intenção de ultrapassar Rosberg - "Na batida com o Rosberg eu não pretendia nem ultrapassar, eu estava me defendendo do Kobayashi" - disse o brasileiro. Não foi o que eu vi aqui.

Bom, o resultado final da prova é este. Tentarei escrever a coluna "Curva 1" ainda esta semana. Tô cheio de coisas para fazer.

sábado, 5 de março de 2011

Preocupação


Ross Brawn, chefe da Mercedes, tem motivos para estar com esta cara. "Acho que estamos a 1s de onde gostaríamos de estar, e este lugar é na frente", disse Brawn.

Ele disse também que nos últimos testes realizados em Barcelona a equipe fez uma sequência de voltas com pouco combustível e pneus supermacios, quando acabaram conseguindo o segundo melhor tempo. Então ele completa: "mas não sei onde estamos em geral."

A pré-temporada é realmente um período de incertezas, mas as palavras de Brawn vêm para confirmar o que eu disse aqui.

Pode até ser que eles encontrem o "segundo" que os separa dos ponteiros, mas não em uma sessão de testes apenas. Acredito que em Melbourne eles estarão no "bolo" de Mclaren, Lotus Renault GP, Williams, liderados pela Toro Rosso.

Toro Rosso? Pois é... Leiam a coluna do Fábio Seixas, publicada na edição de ontem (4) da Folha de São Paulo.

Na ponta, é Red Bull e Ferrari, sem dúvida. Pelo menos nas primeiras corridas as duas só serão vistas de longe, bem longe.


Ficamos por aqui. Na terça ou na quarta volto para escrever algo. Antes de ir, digo que me "rendi" ao mundo do Twitter. Fiquem à vontade para me seguir.